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01 de Dezembro



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A FEDERAÇÃO A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Rio Grande do Sul (FEEB/RS) defende e representa legalmente a categoria profissional bancária.

São 38 sindicatos filiados à entidade em todo o estado, com um total de 25.221 bancários em suas bases. A Federação é filiada à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF-CUT) e à Central Única dos Trabalhadores.

A trajetória de luta dos bancários se confunde com a própria história do trabalho no Brasil. Fundada no dia 1º de Maio de 1943, a Federação dos Bancários RS influenciou o conjunto dos movimentos sociais no sul do país. A Federação é uma entidade civil com personalidade jurídica própria, duração indeterminada, sem fins lucrativos, distinta de seus filiados, que não respondem solidária nem subsidiariamente pelos atos e débitos da entidade.

A FEEB-RS é uma entidade classista autônoma e democrática, tendo como objetivo fundamental a defesa e representação legal dos sindicatos dos bancários do Rio Grande do Sul e o compromisso com os interesses da classe trabalhadora.

HISTÓRIA DA CATEGORIA A primeira greve dos bancários brasileiros aconteceu em 1932, em São Paulo, motivada pela supressão das gratificações semestrais no valor de três salários, fim do abono de 5% após cinco anos de serviço, demissões de funcionários em licença saúde e o não pagamento de horas extras.

Porém a conquista de seis horas de trabalho prolongou-se por duas décadas, de 1933 quando surgiram as primeiras propostas até 1957 quando foram oficializadas.

Para os bancários, 1983 foi um ano marcante. Os sucessivos “pacotes” da ditadura militar arrocharam seus salários em níveis nunca vistos. Frente a tal quadro o Sindicato encabeçou uma luta frontal contra a política salarial do governo dos generais. A CUT foi fundada nesse ano.

Durante o movimento das Diretas Já, os bancários engrossaram e deram decisivo apoio às mobilizações que aconteceram durante 1984. No impedimento do ex-presidente Fernando Collor de Melo, os bancários denunciaram a formação de verdadeiras “quadrilhas” que saquearam os cofres públicos, além de promover atos ilícitos e beneficiar os amigos que influenciavam nas decisões do Palácio do Planalto.

A campanha salarial nacional de 1985 foi estruturada de forma a mobilizar a opinião pública sobre a situação vivida pelos bancários e mostrar os banqueiros como inimigos públicos. No Dia Nacional de Luta, 28 de agosto, o Brasil inteiro viu os bancos fecharem suas portas e os bancários nas ruas, em protesto.

Em São Paulo, 30 mil bancários saíram em passeata, na maior manifestação realizada pela categoria.

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